PRIMEIRA PÁGINA | FOTOGRAFIA | SÉRIES | TWITTER | FACEBOOK
Destaque Quitandas e a volta aos tempos românticos Thiago Schwartz


Blog •

terça-feira, agosto 24, 2010

Votar pra quê?

*Eduardo Daniel | www.twitter.com/eduardosdaniel

Não bastasse os resquícios nazifacista da Voz do Brasil de segunda a sexta-feira às sete horas da noite em todas as rádios do Brasil, temos que aturar de dois em dois anos a propaganda eleitoral gratuita.

Gratuita uma pinóia! Se tem dinheiro pra contratar marqueteiro, que pague pelo espaço. Se não tem, que nem funde o partido. Ou me explique como alguém que não pode pagar uma mísera propaganda quer governar um país?

É um assalto aos cofres das emissoras de TV e rádio do Brasil estes dois espaços diários em horários nobres dado aos partidos que visam apenas se locupletar do erário durante os próximos anos.

A intenção da gratuidade do espaço destinado aos partidos é nobre, não fosse a enorme diferença do investimento de uns e de outros, além das brechas que a luta por segundos a mais de exibição circense deixa para o surgimento dos partidos nanicos que nada mais servem do que se prestarem ao serviço sujo e relés de capacho dos maiores.

Existisse equilíbrio de forças nas propagandas, não teríamos candidatos comendo palavras para dizer tudo o que querem dizer e outros com tempo de sobra para mostrar musiquinhas grudentas feitas por encomenda a custo de muito dinheiro.

Sem contar no tremendo desperdício de tempo com tanta bobagem e mentiras deslavadas. Ou tem gente que ainda acredita em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Mula Sem Cabeça?

Todo candidato tem a solução para todos os problemas. Não sei então porque sofremos com tantas mazelas. Todos eles tocam em saúde, educação, segurança e geração de emprego. Mas seguimos morrendo em corredores de hospitais públicos, analfabetos, assaltados e de pires nas mãos em busca dos benefícios sociais, geração após geração, presidente após presidente, partido após partido, idelogia após ideologia...

E o mesmo lenga-lenga acontece nos debates. As perguntas são sempre direcionadas pensando na réplica e nada mais. Duvido que uns prestem atenção nas respostas dos outros. E como o discurso é sempre ensaiadinho, não?

Tudo dá tão certo, tudo é tão fácil. Todos são tão iguais...

Sei que política é importante (o problema são os políticos) e de toda a falácia em cima do tema de que quem não se interessa é governado por quem se interessa. Eu me interesso, mas mesmo assim sou governado por gente da qual eu não ligo a mínima. Desprezo e ignoro veementemente votando seguindo um conselho do mestre Raulzito:

– Vote nulo, não alimente os parasitas!

3 comentários:

Rafael Martins disse...

Vote nulo, e deixe os outros decidir por você.

Germano disse...

Poisé tio, se votar em nulo adiantasse alguma coisa... :(

Gabriel Guedes disse...

Discordo da gratuidade. Na verdade, as emissoras de rádio e tevê recebem renúncia fiscal correspondente ao que arrecadariam durante os 50 minutos ocupados pelo Programa Eleitoral. Gratuito uma pinoia. Todos faturam. Menos o povo.

Outra coisa: votar nulo não resolveu e nem vai resolver. Porque basta um voto, somente um voto, para que qualquer parasita seja eleito.

Precisamos é cobrar postura e decoro de nossos eleitos. Exigir. Bem como os patrões fazem com o povo empregado.

E para encerrar, precisamos de apenas dois partidos. Sem essa de ficar em cima do muro. Ou tu é ou tu não é. E não existiria os nanicos para moeda de troca. Ah, não posso esquecer que o voto deve ser facultativo.

Postar um comentário

 

CONTATO
Colaboradores Ana Carla Teixeira, Anderson Paes, Camila Rufine, Carlos Karan, Deyse Zarichta, Eduardo Daniel, Emanuela Silva, Emanuelle Querino,
Emmanuel Carvalho, Fabiano Bordignon, Fabrício Espíndola, Francine de Mattos, Gabriel Guedes, Germaá Oliveira, Guilherme Marcon, Isabel Cunha, Kellen Baesso, Manuela Prá, Patrícia Martins, Thiago Antunes, Thiago Schwartz, Tiago Tavares, Valter Ziantoni,Van Luchiari, Vanessa Feltrin, Vitor S. Castelo Branco, Viviany Pfleger

©2010 GeloEmMarte.com Todos os direitos reservados. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade de seus respectivos autores.