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Destaque Quitandas e a volta aos tempos românticos Thiago Schwartz


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terça-feira, junho 22, 2010

Pretty Little Liars

*Kellen Baesso | www.twitter.com.br/kellenbaesso

Li elogios no Twitter sobre uma nova série da ABC Family e como é época de “férias” de muitas séries, resolvi conferir. O nome dela é Pretty Little Liars e tem um enredo bastante envolvente, apesar de ser comparada ao filme “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. Cercada de mistérios, a trama enche nossa cabeça com especulações e suposições. PLL começa com o encontro noturno de cinco amigas, as mais populares da escola. Sua abelha-rainha é Alison, que parece saber os podres secretos de cada uma de suas amigas. Nesta noite regada com bebidas, todas caem no sono e quando acordam se dão conta de que Alison havia sumido.

Um ano depois, a vida das quatro amigas está bastante mudada. Alison ainda não foi encontrada e a cidade de Rosewood lembra seu aniversário de desaparecimento. Aria, Spencer, Emily e Hanna já não são mais amigas e mal se falam depois do ocorrido. O recebimento de mensagens ameaçadoras, assinada por A, as deixam certas de que a amiga não morreu, pois é a única que poderia saber de certos segredos que não devem ser revelados.

A teoria cai quando os ossos de Alison são encontrados no quintal de sua antiga casa. No velório a aparição de Jenna, uma garota cega, deixa todas as quatro garotas assustadas, dando uma pista de que algo aconteceu entre elas. Na saída da igreja, novamente unidas, as garotas são abordadas pelo detetive da cidade que quer um novo depoimento delas, já que o caso passou de desaparecimento para homicídio. O terror em seus olhos com a abordagem do policial indica que elas escondem muito mais do que parece. E para total surpresa delas, todas recebem a seguinte mensagem em seus celulares:

“I’m still here bitches, I know everything (Eu ainda estou aqui vadias, eu sei de tudo) –‘A’”.

O piloto com certeza me deixou ansiosa por mais episódios e a trilha sonora é de muito bom gosto. Essa temporada de estreia terá dez episódios, exibidos todas as terças-feiras nos Estados Unidos.

sexta-feira, junho 18, 2010

Preciosa – Uma história de esperança

*Kellen Baesso | www.twitter.com/kellenbaesso

Tornar-se mãe muda completamente uma mulher, na maioria das vezes. Aquele pequeno ser promove as mudanças mais radicais, afinal, é na mãe que ele vai se espelhar e dela devem vir os exemplos a serem seguidos. Seria perfeito se todas as mulheres que geram uma criança tivessem esse senso de responsabilidade e sentissem o poder desse amor que tudo transforma. Mas nem sempre é assim.

Assisti o tão premiado e comentado filme “Preciosa – Uma história de esperança”. Fiquei agoniada o filme todo. A produção retrata uma mãe, na verdade mostra várias mães, mas é sobre a mãe da personagem principal, Precious, que quero “falar”. Ela é o exemplo de mulher amarga, que culpa a filha por todos os seus problemas, quando ela não deu o exemplo e não se impôs. Ataca a filha continuamente, com todos os objetos que têm em mãos, até mesmo uma televisão, abusa da filha de todas as formas que consegue, não procura emprego e mente regularmente para a assistente social para obter dinheiro.

Já a filha, Precious, tem apenas 16 anos e passa pela sua segunda gestação. Pobre, ignorante (em todos os anos na escola não aprendeu a ler) e quase sem esperanças em uma vida marcada por muita dor e sofrimento, vê na atitude da diretora de sua escola um caminho a seguir. Com o apoio da nova professora e colegas em uma escola alternativa, Precious se refugia de seus traumas com a ajuda de sua imaginação. O destino, se é que se pode culpá-lo, nunca foi bom com a garota. Desde criança Precious sofre com a violência e abusos de seu próprio pai, muitas vezes sob os olhares de sua mãe, que a culpa por ter roubado seu homem, quando deveria tirar aquele ser repugnante de cima da filha. Os dois filhos de Precious são de seu pai, a primeira nasceu com Síndrome de Down e é chamada de “Mongo”, diminutivo de Mongolóide. O pai no fim ainda deixa um outro “presente” digno de um monstro para a filha, o vírus HIV.

Mesmo com todas as pedras no caminho, a garota se toca que apenas ela pode mudar o rumo da sua vida. Com os dois filhos no colo segue, longe de sua mãe, para ser um exemplo melhor que o que teve para seus próprios filhos.

quinta-feira, junho 17, 2010

Outra África do Sul


Autor: Valter Ziantoni
Título/Série: "South Africa Expressions, 2007"
Local: África do Sul

quarta-feira, junho 16, 2010

As conclusões precipitadas da Copa

*Guilherme Marcon | http://www.twitter.com/guimmarcon

A primeira rodada da copa do mundo não deixou uma boa impressão. E penso que impressão é o máximo que se pode extrair dela. Digo isso porque vi muitas pessoas na TV e na internet concluindo destinos de várias seleções na competição apenas com base no primeiro jogo e pior, que esta é a pior Copa de todos os tempos.



Esta imagem ilustra bem o que quero dizer. Um dos colunistas afirma que a Argentina tem time, o outro, afirma que ela não tem. Qual deles tem razão? A meu ver, nenhum dos dois. Em apenas uma partida não podemos concluir que a Argentina é só Messi, que não é só Messi, tampouco que Messi não é jogador "de seleção".

Do mesmo modo, não podemos afirmar que a Espanha "não é tudo o que dizem", que "amarela em Copas", que isso é histórico e etc, só porque perdeu hoje. Como disse Mano Menezes em seu blog, a Suíça teve sucesso no que se propôs a fazer, teve méritos e merece os parabéns, todavia, como Mano salientou: "Os suíços têm plena consciência de que só poderiam tentar vencer os espanhóis jogando da maneira como jogaram. Provavelmente, ao se enfrentarem dez vezes, irão perder oito – mas continuarão pensando da mesma maneira, por saberem de suas características e limitações".

De outro lado, a Alemanha surpreendeu a todos pelo futebol vistoso e envolvente, algo raramente visto em jogos dos alemães há um bom tempo. Entretanto, essa seleção foi alvo de duas conclusões precipitadas. Antes do jogo, a equipe de transmissão da Globo falou e repetiu: "essa é a pior Alemanha dos últimos tempos, ainda mais sem o Ballack. Sempre teve dificuldades nas últimas Copas e nessa terá ainda mais.

Durante o jogo, Galvão e Casagrande ficaram surpresos - e nós também, é verdade – devido ao bom futebol apresentado. O problema é que de patinho feio da copa a Alemanha passou – em apenas uma partida – a grande favorita, a ponto de o Galvão, mais tarde, dizer "surgiu a primeira finalista da Copa. Será que eu acerto esta?".

Quanto ao Brasil, infelizmente não me surpreendi. O problema do time em jogar contra equipes retrancadas é ressaltado há muito tempo pela imprensa, foi visto e revisto durante as eliminatórias. Furar retrancas não é fácil pra nenhum time, mas para essa equipe, com Gilberto Silva, Elano e Felipe Melo no meio campo, fica ainda mais difícil. Ainda mais se jogarem com pouca movimentação, como ontem. Soma-se a isso o fato de o Kaká não ser um armador e ainda não estar nas melhores condições físicas e técnicas nesta temporada, sobretudo no que diz respeito ao ritmo de jogo.

Nem por isso podemos dizer que o time é uma droga – embora não jogue bonito como todo torcedor brasileiro sonha. Creio que essa impressão mudará nas próximas partidas, pois os outros times do Grupo têm mais recurso técnico e não deverão ficar na retranca, o que possibilitará mais espaços pra jogar, principalmente no contragolpe, arma muito forte desse time do Dunga.

Por fim, enfatizo a impossibilidade de se antecipar o destino dos times na competição com apenas uma rodada utilizando o jogo de abertura da segunda. Na primeira rodada do Grupo A, a África do Sul jogou bem, não venceu devido aos erros de finalização e há também quem reclame de um pênalti (pra mim não houve). Muitos externaram opiniões no sentido de que eles tinham muitas chances de se classificar, tendo em vista o futebol apresentado. Em Contrapartida, o Uruguai fez um jogo ruim contra a França, ambos foram muito criticados. No entanto, no jogo de hoje, Uruguai jogou bem e a África do Sul não manteve o nível da primeira rodada. 3x0. Já ouvi e li pessoas dizendo que o Uruguai "vai chegar".

Quer dizer então que se a Alemanha jogar mal a próxima partida torna a ser o patinho feio? Se a Espanha golear será favorita novamente? Se Messi e os demais hermanos derem show amanhã serão imbatíveis e se perderem serão só Messi ou "nem Messi"? E, por último, se todos – ou a maioria – dos jogos da segunda rodada forem como o de hoje teremos uma ótima Copa? É Assim?

Tenhamos mais prudência, impressões e opiniões não se confundem com conclusões e sentenças. A Copa pode melhorar.

domingo, junho 13, 2010

Mobilização de araque

*Eduardo Daniel | www.twitter.com/eduardosdaniel

O brasileiro é engraçado. Se você costuma ouvir rádio AM, principalmente na parte da manhã, em cidades do interior, já percebeu a quantidade de gente reclamando de benfeitorias da prefeitura. É buraco na rua, faixa de pedestre com a pintura gasta, terreno baldio abandonado, entre outras.

Agora, é chegar a Copa do Mundo que muitos daqueles que esperam pela mão acolhedora do poder público colocam a mão na massa. Basta passar a vista nos jornais ou mesmo abrir os olhos para o seu entorno para perceber a quantidade de ruas decoradas, paralelepípedos pintados e bandeirinhas penduradas com temas brasileiros.

Por que, afinal de contas, no dia-a-dia, a nossa rua é a rua do prefeito? Por que esta mobilização só acontece em razões festivas, tais como em Copa do Mundo e Carnaval?

Charles de Gaulle disse que os franceses levariam apenas cinco minutos para limpar Paris: bastaria, para isso, que cada um limpasse a frente de sua casa. Nada custaria aos brasileiros uma mobilização do tipo desta que ocorre de quatro em quatro anos na hora de melhorias em sua própria rua.

Outro momento em que o brasileiro se mobiliza é em eleições. No entanto, a mobilização neste caso é um tanto quanto diferente. Se nas Copas do Mundo e Carnavais, a mobilização não resulta de nenhum interesse pessoal direto que não a mera diversão, nas eleições, a grande maioria dos envolvidos esperam um retorno. Ou alguém ainda acredita que quase todos aqueles que enchem seus carros de adesivos e as casas de placas dos candidatos não receberam ou esperam receber algo em troca? Uma vírgula!

E nos jogos do Brasil que acontecerem às 15h30? Acho justo que liberem os torcedores para assistirem as partidas. Mas e se fosse ao contrário, se o empresário pedisse duas horas extras sem gratificações como um apoio extra à empresa? E se fosse para voltarem ao trabalho depois da partida para cumprirem aquelas duas horas folgadas?

- Ah, que isso, e a festa se o Brasil vencer? – esbravejariam os vagabundos!

quarta-feira, junho 09, 2010

Próprio rabo

*Eduardo Daniel | www.twitter.com/eduardosdaniel

Acostumados a Copas do Mundo no continente europeu, nos espantam os problemas escancarados na África do Sul às vésperas do décimo nono campeonato mundial de futebol.

Nós brasileiros demonstramos profunda preocupação quanto ao sucesso deste mundial no que se diz respeito à segurança, transporte e organização.

Quando lemos notícias da segregação sul africana e dos bairros de extrema pobreza, nos esquecemos de nossas mazelas expostas em favelas e periferias de todas as sedes da Copa de 2014, a ser realizada no Brasil.

A África do Sul, ao contrário dos países europeus, não cultiva a utilização dos trens. É previsível então que os aeroportos se tornem verdadeiros purgatórios para os turistas e jornalistas presentes na Copa.

Fitamos este cenário que se demonstra caótico com distanciamento incorreto, uma vez que, em um país muitas vezes maior que a África do Sul, temos estradas péssimas e as ferrovias para passageiros não ligam mais do que meros quilômetros em estradas de ferro históricas e interioranas. Além de termos problemas crônicos em nossos aeroportos.

Ouvimos falar de violência, roubos, assaltos e mortes na África do Sul, como se a próxima Copa do Mundo fosse ser realizada na Suiça e não aqui, no Brasil. Como se nossas capitais fossem exemplares Vienas, Oslos e Bernas.

Falamos do racismo na África do Sul como quem não convive com o preconceito e a desigualdade diariamente à porta. Nos indignamos com Soweto e esquecemos das Rocinhas, Mangueiras, Morros do Alemão e Cidades de Deus espalhados por todo o Brasil.

Nossa imprensa nos informa dos desvios de dinheiro e atrasos nas obras da Copa na África do Sul e parecemos esquecer que em nossa Copa este será mais um recorde a ser batido facilmente no país da falcatrua e do jogo sujo do rabo preso.

Se nós olhamos para esta Copa com desconfiança, imagino como os europeus a analisam. E, já aguardo temeroso, pela forma com a qual irão tratar de assuntos como segurança, transporte e organização no país do Carnaval e do samba em 2014...
 

CONTATO
Colaboradores Ana Carla Teixeira, Anderson Paes, Camila Rufine, Carlos Karan, Deyse Zarichta, Eduardo Daniel, Emanuela Silva, Emanuelle Querino,
Emmanuel Carvalho, Fabiano Bordignon, Fabrício Espíndola, Francine de Mattos, Gabriel Guedes, Germaá Oliveira, Guilherme Marcon, Isabel Cunha, Kellen Baesso, Manuela Prá, Patrícia Martins, Thiago Antunes, Thiago Schwartz, Tiago Tavares, Valter Ziantoni,Van Luchiari, Vanessa Feltrin, Vitor S. Castelo Branco, Viviany Pfleger

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