PRIMEIRA PÁGINA | FOTOGRAFIA | SÉRIES | TWITTER | FACEBOOK
Destaque Quitandas e a volta aos tempos românticos Thiago Schwartz


Blog •
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

terça-feira, novembro 03, 2009

Paralisia Facial Periférica

*Anderson Paes | www.twitter.com/andersonpaes

Era um dia agradável quando ele entrou em seu carro e partiu para a praia, na cidade vizinha. Após procurar um local para estacionar, subiu até seu apartamento e deixou a mochila. Não havia ninguém em casa. Passava das 17h30 do dia 7 de janeiro de 2004, quando foi à praia com uma amiga e juntos saíram a caminhar pela areia. Andaram um por alguns minutos e pararam pouco antes de um dos pontos mais movimentados da Praia do Mar Grosso, em Laguna (SC).

Ali sentaram e conversaram – de tudo um pouco. Entre uma fala e outra, ele sentiu a musculatura de sua boca puxar para cima. Estranhou a fisgada, mas ficou por aquilo mesmo. Passado algum tempo, foram embora.

Sozinho em casa, ele foi cruzando o apartamento até chegar no banheiro da suíte. Tirando a camisa, foi logo ao espelho sobre a pia para ver se havia algo errado com sua boca. Havia! Foi quando percebeu que ao sorrir não conseguia mais mexer o lado esquerdo do rosto. Tudo era puxado para o lado direito. Seu sorriso estava torto.

Ligou de imediato para a irmã e foram para o Hospital de Laguna. Diagnóstico: Paralisia Facial Periférica. Recomendações médicas: procurar um neurologista na cidade vizinha (Tubarão) no dia seguinte; enquanto isso, compre chicletes para a musculatura não ficar parada por muito tempo.
— Feito.

No dia seguinte, em Tubarão, exames de todos os tipos. Medicação: nove injeções de um remédio do qual não lembra o nome; mais uns comprimidos de vitamina B e coisas que qualquer hipocondríaco ficaria satisfeito. Ah, e fisioterapia por alguns meses. Início do tratamento: Já! E em breve uma tomografia só para verificar se não houve problemas maiores.

Durante o período de tratamento,
sentiu-se inconformado com a
fragilidade de um tal de nervo facial.

Durante o período de tratamento, sentiu-se inconformado com a fragilidade de um tal de nervo facial. Pois agora, sequer podia fazer bochecho ao escovar os dentes, ou tomar qualquer tipo de bebida em copos normais – precisava de canudos. Ao mesmo tempo sentia-se bem por saber que o mesmo nervo, que considerou frágil, possuía a capacidade de se regenerar. Coisas do corpo humano!

Ao mesmo tempo sentia-se bem
por saber que o mesmo nervo possuía
a capacidade de se regenerar.

E assim aconteceu. Pouco antes de completar dois meses do fatídico dia na praia, e de ter passado pelas injeções e fisioterapia, ele já estava 99% recuperado. Sentia a musculatura do lado esquerdo da face novamente. Tudo estava quase normal, a não ser pelo reflexo um pouco lento do olho esquerdo em fotos com flash – o que logo recuperou.

A história acima é real e aconteceu comigo. Resolvi narrar este caso que vivi porque muitos ainda desconhecem a Paralisia Facial Periférica (PFP) ou Paralisia de Bell – aquela que os mais velhos insistem em dizer que é por causa da mudança brusca de temperatura –, e por isso acabam deixando para depois um tratamento que pode reverter 100% a situação.

As razões para a ocorrência da PFP sao desconhecidas. Acredita-se que alguns eventos possam prejudicar o nervo facial, como um trauma ou inflamação (em contato) na região por onde passa o tal nervo. A mudança brusca de temperatura, para os que ainda creem, é uma opção descartada pelos médicos. "Caso contrário, quem trabalha em frigorífico seria alvo fácil para a PFP", afirmam alguns.

Enfim, o problema se resolveu. Tratamento químico de imediato e exercício para que a musculatura não venha a atrofiar é a resposta. Pouco tempo depois tudo volta ao normal.

___
Mais sobre a PFP: Ayrton Senna e Sylvester Stallone passaram pela mesma situação, mas na época não havia o tratamento atual; A PFP pode atingir pessoas de ambos os sexos e de todas as idades – lembro de um menino de três anos que estava na fisioterapia pelo mesmo motivo que eu; Quanto antes iniciar o tratamento mais chances de voltar ao que era antes; Alguns casos, quando não tratados logo no início, exigem cirurgias corretivas.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Crise econômica e novas doenças

*Anderson Paes | www.twitter.com/andersonpaes

Entre 1981 e 1983 o mundo passou por uma forte crise econômica. Na América Latina falava-se em moratória e o México puxava a fila em um de seus períodos mais graves. A crise do início da década de 80 também chegou ao Brasil, o assunto por aqui era a dívida externa impossível de se pagar e a inflação – a renda per capita despencou.

Naquele ano de 1983 um vírus originário dos símios foi identificado por franceses e portugueses, estava desvendado o causador da síndrome da imunodeficiência adquirida – a AIDS, na sigla em inglês. O sistema imunológico humano não soube combater o invasor e a esperança para os que contraem a doença ficou nas mãos dos laboratórios e seus coquetéis de alto preço. A crise passou e a AIDS alcançou o mundo todo, silenciosamente. Matou todo tipo de pessoa, independente de sexo, raça ou classe social.

Os anos 80 passaram, o muro de Berlim caiu, a Guerra Fria acabou e lá estávamos em 1995 quando uma nova crise ameaçou se formar e desestabilizar o sistema econômico. No Brasil, esta quase-crise fez com que alguns bancos fossem vendidos e outros fechassem – Nacional, Bamerindus, Econômico, por exemplo. No ano seguinte, uma doença rara e mortalmente rápida reapareceu na África central: o ebola. Dessa vez a crise não aconteceu de fato e passou, como o vírus, de forma bastante rápida. Mas não sem antes espalhar o medo pelo mundo.

Entre 1997 e 1999 breves doses de novas crises, mas foi possível chegar com certa tranquilidade ao novo milênio. Veio o medo do Bug do ano 2000, queda nas bolsas; em 2001 o atentado do dia 11 de setembro e um mundo preocupado com a segurança, no mesmo ano os Estados Unidos invadiram o Afeganistão e dois anos depois o Iraque também estava explosivo – o que resultou no alto preço do petróleo. Nos anos seguintes a Ásia balançou, a crise voltou a atingir América Latina, a Rússia e chegou à Europa. Foi nessa época que a gripe das aves foi identificada em humanos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou o mundo para o risco de uma nova pandemia, gastou-se milhões com remédios e vacinas. Possivelmente o dinheiro que circulou devido ao medo do terrorismo e da “nova” gripe tenha contribuído para reanimar o mercado internacional nesse começo de século. A tempestade passou, veio a calmaria.

E tudo ia bem até o ano de 2008, quando uma nova crise chegou. Todos os jornais do mundo noticiaram o infeliz momento da economia global – cada vez mais integrada e virtual. Bancos quebraram, empresas pediram ajuda aos governos, as maiores economias do mundo entraram em recessão. Dessa vez, os países em desenvolvimento sentiram menos o impacto da crise e continuaram a vida a seu modo. Foi quando, no México, uma nova doença foi identificada: a gripe suína – mais tarde chamada de Influenza A, H1N1. Logo o medo da pandemia estava na cara das pessoas, nas capas dos jornais, nos anúncios da TV. O vírus alcançou as maiores cidades do mundo em pouco tempo, mas se adaptou mesmo foi ao inverno gelado dos países do hemisfério sul – milhares de casos registrados na Argentina e no Chile.

A gripe, apesar de ter tirado a vida de muita gente, gerou dinheiro e emprego – como todas as outras doenças e guerras que conhecemos. Os governos dos países atingidos ou não, pelo vírus, passaram a comprar grandes doses de medicamentos e acessórios para uma possível “prevenção”. O dinheiro do mundo voltou a circular. O comércio exterior não parou como ameaçava meses antes. Mais uns meses e alguns países saíram da recessão. E a melhor notícia: a vacina está quase pronta para o uso, em tempo de impedir que a gripe alcance os países do hemisfério norte durante o inverno que está por vir.

Mais uma vez a crise dá sinal de que logo vai passar – já é possível ver no noticiário que algumas economias mundiais saíram do vermelho –, e o número de casos de gripe tem diminuído por aqui.

Revendo o passado, ligando os pontos, pode-se pensar numa relação entre economia e saúde – não é de hoje que esses dois assuntos andam juntos. A gripe espanhola, por exemplo, foi identificada logo após a Primeira Guerra Mundial por volta de 1918. A gripe aviária, na Ásia, já havia aparecido nos anos 60 – durante a disputa Estados Unidos x União Soviética e as guerras no Vietnã e na península da Coreia. O ebola também já havia afetado alguns povos da África no ano de 1976.

Talvez nossa História seja mesmo cíclica – com umas poucas mutações.

sábado, agosto 08, 2009

Envelhecemos, Ronaldo

*Eduardo Daniel | www.twitter.com/eduardosdaniel

Foi em Brusque, cidade catarinense localizada no Vale do Itajaí, distante 218 quilômetros da minha Tubarão, ao Sul do Estado, durante uma curta viagem a serviço, que eu tive a inadiável constatação: estou ficando velho.

Eram os primeiros meses do ano e aquele sol de verão contra meu rosto que refletia no espelho do banheiro de um shopping me pregou uma peça:

– Quem plantou estes pinheiros cobertos de neve em minhas frontes? Quantos cabelos brancos!

Embora este início pareça um fútil comercial de pintura capilar, o assunto é mais sério e acredite: se você não passou, vai passar por isso.

Sempre achei que eu aparentava ter menos idade do que registra impiedosamente meus documentos. Aquela descoberta que me fez conferir por mais duas vezes cada lado da minha grande cabeça, mostrou que a natureza veio cobrar rápido o que demorou pra exigir antes.

Aos trinta anos, parece que a areia da ampulheta se tornou mais fina.

De lá para cá foram dois ouvidos inflamados (coisa que nunca tive), uma micro-cirurgia para retirada de um cisto-sebáceo com biopsia (quadro histopatológico compatível com epitelioma calcificante de malherbe (pilomatrima)), uma suspeita de infarto com um eletrocardiograma (distúrbio da condução em ramo direito e alteração da repolarização ventricular em parede inferior), uma ressonância magnética, que detectou um início de hérnia de disco (sinais de degeneração no disco de D10-D11, com desidratação; abaulamento de redução de altura e degeneração gordurosa focal no corpo vertebral de L2). Sem contabilizar um tratamento contra minha fiel acompanhante enxaqueca, que se estende por mais de um ano e deve se prolongar por meses infindáveis.

Como de costume e por não restar outra alternativa, escrevo a noite, antes de dormir. Logo a dor nas costas vai me tirar da cama antes do despertador tocar. Coisa de velho.

Quando menos esperamos, lê-se nos obituários e nas notícias de jornais, sobre a morte de gente com uma idade próxima da nossa, sem que isso provoque comoção. Começamos a ser atendidos por médicos da nossa faixa etária, sem que nos admiremos com a sua precocidade.

Ainda lembro quando o Ronaldo, ainda Ronaldinho, mais dentuço, muito mais magrinho, apareceu no Cruzeiro. O primeiro craque que, com apenas dois anos há mais que eu, vi arrebentar. Eu tinha 15 e ele 17.

Quem com pelo menos 30 anos não lembra quando Ronaldinho aproveitou o descuido do experiente goleiro Rodolfo Rodrigues, do Bahia, e numa travessura com requinte de gênio, escondeu-se atrás do arqueiro, que ajoelhado de frente para a trave, largou a bola? Milésimos de segundos foram necessários para o menino dar um toque na gorduchinha e marcar uns dos cinco naquela vitória do Cruzeiro.

Depois veio a Europa no PSV Eindhoven, Barcelona, Internazionale, Real Madrid e Milan, até o retorno ao Brasil no Corinthians. Sem contar as Copas do Mundo, de 94, que não entrou em campo, de 98 que teve problemas na final, a de 2002 que brilhou e a de 2006, apagado como todo o resto da Seleção Brasileira.

Todos aqueles bons momentos passaram. Ronaldo está ficando velho e me levando junto (no bom sentido).

Ronaldo já passou por quatro cirurgias nos joelhos e mais recentemente implantou placas nos metacarpos e 12 pinos na mão esquerda para corrigir uma fratura. Aproveitou e já retirou 700 mililitros de gordura da região da barriga (semelhante a minha) em uma lipoaspiração.

Quando os meninos que se tornam heróis ao mesmo tempo em que ganhamos os primeiros pelos de barba, envelhecem, é sinal de que não somos tão imortais quanto acreditávamos que fôssemos.

quarta-feira, julho 15, 2009

Bolão 3!

*Eduardo Daniel | www.twitter.com/eduardosdaniel

Logo que meu patrão disse que já havia perdido três quilos em menos de três dias de desafio do "bolão" desdenhei afirmando que era blefe.

Os companheiros e companheiras de escritório engrosaram meu coro.

— Impossível! – Bradaram.

E o homem mandou buscar a balança, se pesou e realmente tinha conseguido a façanha. Agora nos perguntamos se ele anda passando fome ou se tinha alguma artimanha nos bolsos no dia da pesagem.

Um fornecedor que costuma presentear as meninas do escritório com chocolate fez o desfavor de deixar duas barras. Todos, menos a secretária que aceitou três pedaços, atacaram suas frutas e copos d'água.

De minha parte, acho que um quilo consegui eliminar (isso que ainda não fui à "casinha").

Recomecei a caminhar rumo a vitória que pelo jeito vai ter que ser de virada, na raça!

terça-feira, julho 14, 2009

Bolão 2

*Eduardo Daniel | www.twitter.com/eduardosdaniel

96 quilos! O mais pesado da fábrica, como eu suspeitava. Tudo bem que nem todos participaram, mas os que ficaram de fora não chegariam neste calibre. Abaixo de mim, mais ninguém na casa dos 80. O sinal de alerta realmente precisa estar ligado. Nunca cheguei nos 100. Quando me aproximo da marca famigerada emagreço. Vou até uns 85, 80 e depois torno a recuperar o perdido.

Mas agora vai ser diferente!

A começar pelo dia que escolhi para dar esta guinada: terça-feira.

Nos pesamos para o Bolão ontem, mas ainda estiquei um pouco mais a preguiça. Afinal de contas, é tradição que tudo o que começamos na segunda acabamos na terça.

Não posso passar fome. Sofro com dor de cabeça por isso. Vai ser difícil perder tanto peso em um mês, mas vou lutar por isso e voltarei a subir escadas sem parecer que morrerei no último degrau!

sexta-feira, julho 10, 2009

Bolão!

*Eduardo Daniel | www.twitter.com/eduardosdaniel

Acalmem-se gordinhos! Não estou ofendendo nenhum de vocês não. Mesmo porque tenho quase cem quilos!

Escrevo sobre este indigesto assunto para contar uma experiência interessante pela qual passarei nos próximos dias:

A empresa em que trabalho ira realizar um “bolão”. Em loterias nunca tive muita (alias, nenhuma) sorte, mas agora acho que tenho grandes chances.

A brincadeira vai ser assim: cada participante colocará uma quantia em dinheiro na banca, será devidamente pesado e aquele que ao final de um mês perder mais peso leva a bolada.

Por que estou tão animado ao ponto de compartilhar com os leitores esse desafio?

Porque sou o mais gordo da fábrica (risos) e tenho muitos quilinhos sobrando para perder!

É claro que quero vencer. Quero a bufunfa, mas também qualidade de vida e saúde.

Torçam por mim!

E agora vou atacar a pizza de calabresa que acabou de chegar com a Cola Cola 2 litros, que a pesagem é só na segunda e neste final de semana além de me despedir das delícias tenho que ganhar mais alguns quilos de bônus!
 

CONTATO
Colaboradores Ana Carla Teixeira, Anderson Paes, Camila Rufine, Carlos Karan, Deyse Zarichta, Eduardo Daniel, Emanuela Silva, Emanuelle Querino,
Emmanuel Carvalho, Fabiano Bordignon, Fabrício Espíndola, Francine de Mattos, Gabriel Guedes, Germaá Oliveira, Guilherme Marcon, Isabel Cunha, Kellen Baesso, Manuela Prá, Patrícia Martins, Thiago Antunes, Thiago Schwartz, Tiago Tavares, Valter Ziantoni,Van Luchiari, Vanessa Feltrin, Vitor S. Castelo Branco, Viviany Pfleger

©2010 GeloEmMarte.com Todos os direitos reservados. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade de seus respectivos autores.